Já sabemos e repetimos várias vezes que a Semiótica é uma ciência e/ou uma filosofia que estuda os signos, certo? E que são os signos?
Para o matemático e filosofo estadunidense Charles Sanders Peirce, os signos são um pouco mais complexo que a teoria de Saussure. Pois para ele, a semiótica estuda a fundo todos os processos de formação do significado na cabeça de cada indivíduo.
Ao invés de julgar signo como uma combinação significado/significante, Peirce diz que o signo se compreende em uma relação triádica.
Objeto: é o “algo” que iremos estudar.
Representâmen: é a maneira que este “algo” está representado.
Interpretante: é como este “algo” será interpretado.
Exemplos:

O objeto desta figura é o pentagrama.
O representâmen é a forma que ele foi desenhado, ou seja: em 3D, deitado, com ondulações de cores, um pouco inclinado a esquerda.A interpretante é uma parte importante a ser analisada. De acordo com o que foi representado (descrito a cima) temos uma determinada impressão. Vejamos: “o fato de estar em 3D nos remete a tecnologia (não parece com algo velho que remeta a mitologias e etc.), o fato de estar deitado dá-nos uma sensação de conforto, parecendo que não tem ninguém segurando, vamos supor que foi para dar a impressão de que “foi abandonado” (depende da interpretação de cada um).
Se ele estivesse em madeira (representâmen) ele daria uma impressão de um amuleto, algo antigo.
Se ele fosse mostrado a um personagem de Dan Brown, este o entenderia como a representação do femino. (rssss)
Se estivesse de ponta cabeça (representâmen) iria nos remeter ao satanismo ou a bandas de “black metal”
É importante notar que qualquer objeto é representado de uma maneira específica e devido a isso ele terá uma interpretação específica. Esta interpretação pode ser consciente ou não.
Eis então a nossa amiga e tão importante psicologia e o famoso estudo de Gestalt .
Fácil não? No próximo artigo trarei mais alguns exemplos.
