terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Semiótica 3 – Hjelmslev, Umberto Eco, Jakobson, Morris e Greimas

Para análises semióticas voltadas para o design, é mais comum e eficaz usarmos a semiótica vista sob a ótica de Peirce (se lê pãrrrrsi) por ser mais completa e específica para nós. Então, nos próximos artigos, irei falar um pouco mais detalhadamente de sua teoria e colocarei vários exemplos para um maior entendimento. Enquanto isso, peguei um resumão geral de outras grandes autores de livros e teorias voltados ao tema.

Nota: Gosta muito do trabalho de Umberto Eco (alguém já viu/leu: “O nome da rosa”?) e pretendo falar mais dele por aqui, recomendo o livro: Tratado Geral da Semiótica. Ed. Perspectiva.

Obs: O texto abaixo foi tirado da Wikipedia.
E está bem incompleto.

Louis Hjelmslev
Louis Hjelmslev (1899-1965) complexifica os conceitos utilizados por Saussure. Segundo Hjelmslev, e por uma questão de clareza, a «expressão» deverá substituir o termo saussuriano de significante, assim como o «conteúdo» deve substituir o de significado. Tanto a expressão como o conteúdo possuem dois aspectos, a «forma» e a «substância» - que em Saussure são por vezes confundidos com «significante» e «significado». Os signos são por isso, para Hjelmslev, constituídos por quatro elementos e não dois, como propunha Saussure.

Umberto Eco
Umberto Eco (1932), além de ser um dos que tentou resumir de forma mais coerente todo o conhecimento anterior, tentando dissipar dúvidas e unir idéias semelhantes expostas de formas diferentes, introduz novos relativamente aos tipos de signos que considera existir. São os «diagramas», signos que representam relações abstratas, tais como fórmulas lógicas, químicas e algébricas; os emblemas, figuras a que associamos conceitos (ex: cruz -» cristianismo); os desenhos, correspondentes aos ícones e as inferências naturais, os índices ou indícios de Peirce, as equivalências arbitrárias, símbolos em Pierce e, por fim, os sinais, como por exemplo o código da estrada, que sendo indícios, se baseiam num código ao qual estão associados um conjunto de conceitos.

Roman Jakobson
Roman Jakobson, nascido em Moscovo, em 1896, introduziu o conceito das funções da linguagem :• a emotiva, que «denota» a carga do emissor na mensagem;• a injuntiva, relativa ao destinatário;• a referencial, relativa àquilo de que se fala;• a fática, relativa ao canal da comunicação;• a metalingüística, relativa ao código;• a poética, relativa à relação da mensagem consigo mesma.Se Jakobson fala das funções da linguagem, Guiraud diferencia os códigos. E é nos códigos lógicos que está o mais importante para os signos. Nestes, ele releva os «paralinguísticos», associados a aspectos da linguagem verbal (ex: escritas alfabética, escritas idogramáticas. Associar números a pedras é ter e ser um código deste tipo : códigos práticos, ligados às sinaléticas, às programações e a códigos de conhecimento (ex: sinais de trânsito) e por último, os epistemológicos, ou específicos de cada área científica.

Morris e Greimas
Morris e Greimas, dizem-nos que tudo pode ser signo consoante a nossa interpretação, deixanto em estado mais abrangente o conceito de signo. Porém, Morris diz-nos ainda que estes se dividem em• sintáticos, (ao nível da estrutura dos signos, o modo em como eles se relacionam e as suas possíveis combinações),• semântico, (analisando as relações entre os signos e os respectivos significado e, por último, a nível pragmático, estudando o valor dos signos para os utilizadores, as reações destes relativamente aos signos e o modo como os utilizamos).

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