“Design Emocional” trata-se de uma perspectiva, a partir da qual o Design considera, primordialmente, o usuário e seu modo de se relacionar com os objetos que os cerca. A idéia fundadora desta nova abordagem é muito mais do que desempenhar funções mecânicas; os produtos participam de nossas ações cotidianas, de nossas experiências e desencadeiam reações variadas e emoções fortes, fracas, positivas e negativas. Assim sendo, além de serem eficientes e funcionais, os produtos também devem favorecer as ações do dia a dia de seus usuários, proporcionar experiências agradáveis e sentimentos positivos. Desse modo, entendo que o Design também pode incluir o planejamento e desenvolvimento das experiências intermediadas por seus produtos e sentimentos por eles evocados - o Projeto de Design Dekaninite, serve como exemplo. Este processo pode, ainda, dar existência a ações sociais responsáveis e voltadas para o bem estar da sociedade. A produção teórica e prática no âmbito do Design Emocional vem sendo conduzida a partir de abordagens teóricas e metodológicas variadas. Devemos portanto compreender a definição de Design e Emoção e com isto desenvolver metodologias de projeto voltadas para a promoção de experiências prazerosas, sentimentos positivos e, sobretudo, condutas sintonizadas com o bem coletivo.
O Design Emocional é um campo que abarca diversas abordagens. Estas sub-categorias devem ser aprimoradas e aprofundadas a partir da análise de seus respectivos exemplos, e de um novo levantamento de exemplos. Entendemos que a partir deste refinamento e, sobretudo, da análise dos atributos destes exemplos, poderemos levantar subsídios para o desenvolvimento de metodologias de projeto voltadas para a promoção de experiências prazerosas, sentimentos positivos e condutas sintonizadas com o bem coletivo.
(Fellix Satto)