sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ilustração / Apresentação de projeto para loja R Sobral no aeroporto de Guarulhos







RECEPÇÃO ORGÂNICA REDEMOINHO

É POSSÍVEL



BASTA INVESTIMENTO.

SÃO PAULO FASHION WEEK 2008


PENDENTES LUMINOSOS E PAINEIS CRIADOS PARA O S.P.F.W /08
DESIGN ESPECIAL PARA STAND HAVAINAS MODA E ESTILO

CLEAN DE BAIXO CUSTO, É POSSÍVEL COM POUCO







MOSAICO DE ESPELHO - RIO LOUNGE


AMBIENTE HI- UTILIZADO PARA CHAMAR A ATENÇÃO DE QUEM PASSAVA PELO RIO LOUNGE. FOI FEITO UM PAINÉL DE MDF (marcenaria nicola brazolino - Vitória- ES) COM ESPELHOS RECICLADOS (viminas - Vitória- ES). DUAS CADEIRAS EGG`s COMPLEMENTAM O ESPAÇO COM IMPONÊNCIA.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Semiótica 6 – Sob a Ótica de Peirce – Classificações dos signos.

Este artigo é uma continuação do anterior (De cima para baixo)

Os signos são classificados de acordo com o contato que temos com um determinado objeto.

Pode ser:
• Primeiridade: quando temos apenas o primeiro contato, a primeira reação, sem perceber formas e sem dar sentido aquilo. Ex 1: uma mancha branca no céu.

• Secundidade: quando percebemos as “formas” daquilo: Ex: uma nuvem.

• Terceiridade: Quando percebemos que aquilo tem um sentido. Ex: Aglomerado de nuvens escuras que nos remete a “ vem chuva ai”.

Outro exemplo:
1) Primeiridade: conjunto de pixels.
2) Secundidade: grafia da palavra “AMOR” impressa na tela.
3) Terceiridade: aquela grafia representando um sentimento humano.

Percebemos que há neste caso: o objeto (conjunto de pixel), o significante ou o material (grafia da palavra “amor”) e o significado (sentimento humano).

Concluindo: o contato que fazemos com qualquer símbolo, ícone ou forma pode passar por estas três etapas. Um borrão fica só na primeiridade (não tem forma nem sentido).

Esta grafia: “lasdkfjsdklfj” fica na secundidade (pios o conjunto de pixles, tem uma forma, só não tem sentido)

Uma palavra com sentido (como a palavra “AMOR”) passa pelas três, chegando a terceiridade. Pois ela é um conjunto de pixel (primeiridade) com forma (grafia) e tem um sentido (sentimento).

Imagina uma situação:
Um aglomerado de pixel na tela (primeiridade), tem a seguinte forma gráfica: “Au jour d´hui” (secundidade). Mas para alguém que não sabe nada de francês ela não tem nenhum sentido.
Ou seja: só chega na terceiridade se o cara que está interpretando saber francês. Para quem não sabe, ela fica na secundidade.

Isso é muito importante na hora de criarmos sites, marcas, músicas, matérias, arquiteturas e etc.

NOTA: para os curiosos de plantão esta palavra “Au jour d´hui” veio do latim que significava “o dia de agora”, mas os franceses comprimiram a palavra até ficar assim e significa “hoje”. (lê se ô-júr-dui – fale rápido e perceba semelhança com a nossa palavra “HOJE” do bom português)

A classificação dos signos é muito mais complexa. Lembre-se que foi abordada de uma maneira superficial. Apenas para você entender um pouco do assunto.

Semiótica 5 – Sob a ótica de Peirce – Exemplos.

1º Exemplo: Suástica



Objeto: Suástica.



Representâmen: Feita de pedra, apoiada no chão, ponta reta na direita.
Interpretante: Para um romano que viveu no século III, ela remeteria a prosperidade, boa sorte e energia sexual. Sua origem vem do sânscrito svastika, e significa “ser afortunado”.
Esta suástica só seria “nazista” se estivesse ao contrário, girada um pouco a esquerda.
Para quem não conhece muito de simbologia e vive nos tempos atuais ela vai nos remeter a ideologia nazista, de qualquer maneira, certo?
- Percebam a necessidade de estudarmos o interpretante do objeto independente da maneira que está ele será representado? Tem muita gente que acha que qualquer suástica é nazista e ponto.
__________________________________________________________________
E um objeto que está representado da maneira natural?
Sim, até um objeto como a “lua” tem interpretantes diversos independente de sua forma e representação.

Exemplo:
Objeto: A Lua.
Representâmen: A lua normal (independente de sua forma).
Interpretante: Para um romântico: representa os apaixonados sentados sob o luar, namorando e etc..
Para a astrologia: a lua é um planeta que rege nossas emoções pessoais.
Para uma determinada tribo de índios: a lua pode ser o Deus da noite.
Para a astronomia: é apenas um satélite natural da terra.

Ou seja, qualquer objeto pode ser interpretado de várias maneiras diferente, e isso é preciso saber na hora de criarmos os elementos. Se formos fazer um projeto para um romano do século II (rsssss) a suástica será boa sorte. Mas para um jovem dos dias atuais, ela remeterá o Nazismo (e tudo que ele representa: morte, holocausto, massacres e etc).

Até a junção de cores com determinados elementos passam uma representação diferente.
Ex: em países que vivem em guerras; o bombom “sonho de valsa” é amarelo, pois o vermelho remete mais a sangue do que a fome.

No próximo artigo, irei falar um pouco sobre a classificação do signos (sob a ótica de Peirce), abraço e até lá.

Semiótica 4 - Sob a Ótica de Peirce (se lê “pãrrrsi” e não Pííírrce)

Esta é a teoria mais importante para nós, designers.
Já sabemos e repetimos várias vezes que a Semiótica é uma ciência e/ou uma filosofia que estuda os signos, certo? E que são os signos?

Para o matemático e filosofo estadunidense Charles Sanders Peirce, os signos são um pouco mais complexo que a teoria de Saussure. Pois para ele, a semiótica estuda a fundo todos os processos de formação do significado na cabeça de cada indivíduo.

Ao invés de julgar signo como uma combinação significado/significante, Peirce diz que o signo se compreende em uma relação triádica.

Onde:

Objeto: é o “algo” que iremos estudar.
Representâmen: é a maneira que este “algo” está representado.
Interpretante: é como este “algo” será interpretado.

Exemplos:


O objeto desta figura é o pentagrama.

O representâmen é a forma que ele foi desenhado, ou seja: em 3D, deitado, com ondulações de cores, um pouco inclinado a esquerda.A interpretante é uma parte importante a ser analisada. De acordo com o que foi representado (descrito a cima) temos uma determinada impressão. Vejamos: “o fato de estar em 3D nos remete a tecnologia (não parece com algo velho que remeta a mitologias e etc.), o fato de estar deitado dá-nos uma sensação de conforto, parecendo que não tem ninguém segurando, vamos supor que foi para dar a impressão de que “foi abandonado” (depende da interpretação de cada um).

Se ele estivesse em madeira (representâmen) ele daria uma impressão de um amuleto, algo antigo.

Se ele fosse mostrado a um personagem de Dan Brown, este o entenderia como a representação do femino. (rssss)

Se estivesse de ponta cabeça (representâmen) iria nos remeter ao satanismo ou a bandas de “black metal”

É importante notar que qualquer objeto é representado de uma maneira específica e devido a isso ele terá uma interpretação específica. Esta interpretação pode ser consciente ou não.
Eis então a nossa amiga e tão importante psicologia e o famoso estudo de Gestalt .

Fácil não? No próximo artigo trarei mais alguns exemplos.

Semiótica 3 – Hjelmslev, Umberto Eco, Jakobson, Morris e Greimas

Para análises semióticas voltadas para o design, é mais comum e eficaz usarmos a semiótica vista sob a ótica de Peirce (se lê pãrrrrsi) por ser mais completa e específica para nós. Então, nos próximos artigos, irei falar um pouco mais detalhadamente de sua teoria e colocarei vários exemplos para um maior entendimento. Enquanto isso, peguei um resumão geral de outras grandes autores de livros e teorias voltados ao tema.

Nota: Gosta muito do trabalho de Umberto Eco (alguém já viu/leu: “O nome da rosa”?) e pretendo falar mais dele por aqui, recomendo o livro: Tratado Geral da Semiótica. Ed. Perspectiva.

Obs: O texto abaixo foi tirado da Wikipedia.
E está bem incompleto.

Louis Hjelmslev
Louis Hjelmslev (1899-1965) complexifica os conceitos utilizados por Saussure. Segundo Hjelmslev, e por uma questão de clareza, a «expressão» deverá substituir o termo saussuriano de significante, assim como o «conteúdo» deve substituir o de significado. Tanto a expressão como o conteúdo possuem dois aspectos, a «forma» e a «substância» - que em Saussure são por vezes confundidos com «significante» e «significado». Os signos são por isso, para Hjelmslev, constituídos por quatro elementos e não dois, como propunha Saussure.

Umberto Eco
Umberto Eco (1932), além de ser um dos que tentou resumir de forma mais coerente todo o conhecimento anterior, tentando dissipar dúvidas e unir idéias semelhantes expostas de formas diferentes, introduz novos relativamente aos tipos de signos que considera existir. São os «diagramas», signos que representam relações abstratas, tais como fórmulas lógicas, químicas e algébricas; os emblemas, figuras a que associamos conceitos (ex: cruz -» cristianismo); os desenhos, correspondentes aos ícones e as inferências naturais, os índices ou indícios de Peirce, as equivalências arbitrárias, símbolos em Pierce e, por fim, os sinais, como por exemplo o código da estrada, que sendo indícios, se baseiam num código ao qual estão associados um conjunto de conceitos.

Roman Jakobson
Roman Jakobson, nascido em Moscovo, em 1896, introduziu o conceito das funções da linguagem :• a emotiva, que «denota» a carga do emissor na mensagem;• a injuntiva, relativa ao destinatário;• a referencial, relativa àquilo de que se fala;• a fática, relativa ao canal da comunicação;• a metalingüística, relativa ao código;• a poética, relativa à relação da mensagem consigo mesma.Se Jakobson fala das funções da linguagem, Guiraud diferencia os códigos. E é nos códigos lógicos que está o mais importante para os signos. Nestes, ele releva os «paralinguísticos», associados a aspectos da linguagem verbal (ex: escritas alfabética, escritas idogramáticas. Associar números a pedras é ter e ser um código deste tipo : códigos práticos, ligados às sinaléticas, às programações e a códigos de conhecimento (ex: sinais de trânsito) e por último, os epistemológicos, ou específicos de cada área científica.

Morris e Greimas
Morris e Greimas, dizem-nos que tudo pode ser signo consoante a nossa interpretação, deixanto em estado mais abrangente o conceito de signo. Porém, Morris diz-nos ainda que estes se dividem em• sintáticos, (ao nível da estrutura dos signos, o modo em como eles se relacionam e as suas possíveis combinações),• semântico, (analisando as relações entre os signos e os respectivos significado e, por último, a nível pragmático, estudando o valor dos signos para os utilizadores, as reações destes relativamente aos signos e o modo como os utilizamos).

Mais informações em Breve

Semiótica 2 - Sob a Ótica de Saussure (se lê “socir”)

A Semiótica é uma ciência e/ou uma filosofia que estuda os signos, certo?
E o que são os signos?

Para o lingüista suíço Saussure, os signos são nada mais que a mistura de um significado com um significante. Ou seja: a mistura dos traços materiais e a idéia/conceito que estes traços representam.

Ex: o símbolo “ € ” é uma mistura dos traços (feito de pixel na tela do seu computador) com a idéia de ser uma moeda da União Européia, certo? O traço está na tela e a idéia está no conceito dentre de sua cabeça. A junção disso forma-se um signo.

Sendo assim, um signo (sob a ótica d Saussure) é uma mistura de:• Significante - Uma forma material ou sonora, ex: rabiscos.• Significado – A idéia e o conceito que aquele “rabisco” trás para nós.

E se mostrarmos o símbolo “ € ” para um cara que é péssimo de geografia e nunca ouviu falar no Euro? Neste caso, o “ € ” deixou de ser um signo, pois ele é apenas um significante sem significado nenhum.

E se mostrarmos o símbolo “ € ” para um cara de uma tribo isolada que diz que isso significa um Deus para eles? Ai é um outro signo, pois há um outro significado.

Mas os formatos (e não formas) podem ter interpretações diferentes, e isso é uma falha desta teoria para nós webdesigners.

Exemplo 1.: Para um músico, um mesmo acorde tocado com distorção e sem distorção pode ter outro significado. Um pode representar rock já o outro uma música mais calma.

Exemplo 2.: A palavra “ATENÇÃO” tem um significado. Mas se ela estiver escrita enorme na tela, em negrito, vermelho e piscando. Teremos uma outra interpretação dela, algo tipo: “tenha muita atenção”.

Exemplo 3.: Um quadro de Picasso tem seu significante (formas, cores, curvas, retas e etc) e seu significado (vamos supor: a crítica à guerra civil espanhola). Mas, caso sua moldura for pesada, a obra pode representar algo de maior valor, e se for leve e o quadro pequenininho, algo de menos valor. (tudo isso, pode ser inconsciente)

Nestes casos e em muitos outros, esta teoria tem falhas para nós designers.
Para os jornalistas, redatores publicitários ou “webwriters” de plantão as idéias de Saussure são bem completas. Para quem quer aprofundar mais na redação, vale um estudo extra na Análise do Discurso de Bakhtin também.

Até a Próxima

Introdução a Semiótica

Recebi alguns e-mails pedindo para eu disponibilizar uma pequena análise dos sites que criamos na Agência Visuall, e eu resolvi aceitar o desafio. Mas primeiro é importante falarmos sobre a dita semiótica, pois é ela a base para uma boa análise de comunicação.

Este artigo falará sobre a famosa Semiótica e porque ela é tão importante no mundo do design, publicidade, jornalismo, comunicação, artes em geral e etc.

A semiótica é considera uma filosofia.Uma concepção de pensamento, ou seja, o estudo do processo de intercepção dos signos. Ela é considerada também uma ciência psíquica.

Se passou alguns “O que? Quando? Onde? Como? Porque?” na sua cabeça, não se preocupe, isso é normal.

A Semiótica é uma ciência e/ou uma filosofia que estuda os signos.

Nós, designers, jornalistas, redatores, publicitários, pintores, arquitetos, músicos, somos produtores signos. Ou seja: produzimos signos.

O conceito é complexo, mas iremos entender sem maiores problemas. Nos próximos artigos iremos falar mais sobre esta teoria de acordo com alguns autores. E logo, algumas análises de sites criados por aqui e pelo mundo.

Obs: Apesar de complexo, este conjunto de artigos aborda a semiótica de uma forma bem superficial e básica.
Quem se interessar, pode procurar livros ou uma faculdade/pós de comunicação ou design que aborde o assunto.
Até os próximos artigos.

SEMIÓTICA E O DESIGN - Parte II

http://www.youtube.com/watch?v=Zf0E7Q3-F4g&NR=1

No meu primeiro artigo (logo abaixo), fiz uma introdução sobre semiótica, tema que gera tanto discussões quanto dúvidas. Como e onde devemos aplicar toda aquela teoria? Nesta segunda parte, falarei mais sobre a aplicação da semiótica no design de interface especificamente.

O design de interface é um campo relativamente novo. Estuda a interação homem x computador (IHC) e as várias interfaces (físicas, sensoriais, psicológicas, entre outras) que os conectam. Nesta dança, entram estudos mais específicos para cada área e uma delas é a semiótica cognitiva, que analisa psicologicamente esta interação. Para não haver dúvidas, cognição refere-se ao processo pelo qual nos tornamos conscientes das coisas ou, então, como adquirimos conhecimento. Nisso, inclui-se capacidade de memória, raciocínio, atenção, habilidades e até criação de novas idéias.

Com esta definição já conseguimos concluir que semiótica cognitiva é tudo aquilo que faz uso de representações visuais e que tem um papel, além do estético e ilustrativo, exemplificativo. Em termos de aplicação, fica, entre outras coisas, o de estudar o modo como projetamos modelos mentais nas imagens (ou websites) que criamos e como a interpretação é uma tentativa de reconstrução do modelo mental do produtor (nós, os designers). Para praticar, é preciso pensar e criar estruturas que dêem suporte à interação homem x computador. Diferente de um projetista de software, um designer de interfaces deve ultrapassar as barreiras das estações de trabalho e criar estruturas que se adaptem ao pensamento das pessoas que irão acessar o website.

Como a semiótica é a ciência dos signos, podemos dizer que um signo é qualquer coisa que "está para alguma coisa" para alguém. Partindo deste princípio básico da semiótica, podemos citar como exemplo as "ferramentas" de um software, que embora possam ser concebidas como "ferramentas" em analogia às reais, os elementos de interface de software diferem destas por não existirem como objetos "físicos", mas como signos. O "pincel" num software (ou website) "está para" o pincel real e é representado por uma coleção de pixels na tela.

Existem ícones que já viraram universais, como os carrinhos de compra em websites de comércio eletrônico, a lupa para buscas ou disquetes para salvar dados. É papel do designer gerar ícones corretos, baseados em seu público. Ele deve se preocupar com as variantes, as distorções da mensagem, o repertório do usuário e o contexto em que a mensagem se dá. Esta é a essência de projetos visando ao usuário x interface: prever fatos, conceitos e emoções.

Por isso é preciso sempre ter o cuidado na escolha dos ícones que representarão os links em seu website, pois cada usuário pode ter uma interpretação diferente, caso eles não sejam claros e objetivos. Esta adequação implica na consideração das características do projeto, nas observações da relação entre o usuário e o processo comunicativo, além da temática do website. Tudo faz parte de um contexto. Clareza de informação deve ser sempre o objetivo principal para não haver interpretações dúbias ou duvidosas.


Simões, Darcilia: "Coerência, coesão e cognição em perspectiva semiótica". UERJ-ILE/PUC-SP-COS/SUEC
Oliveira, Osvaldo Luiz e Baranauskas, M. Cecília: "Semiótica e o Design de Software" - Relatório Técnico IC-98-09

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

SEMIÓTICA E O DESIGN - Parte I

Neste artigo falarei um pouco da relação da semiótica com design, assunto muito interessante e vasto, com base nas idéias de mestres como Charles Sanders Peirce, Charles Morris, Roman Jakobson e Umberto Eco.

Semiótica é a ciência geral dos signos, que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos. Em outras palavras, o sistema de significação ou representação na natureza, conceito, idéia ou cultura. Uma área muito vasta, que abrange também a linguística, onde se inclui, além das artes visuais, a música, fotografia e até mesmo a culinária.
Surgiu junto com a filosofia, na época da Grécia antiga e vem se desenvolvendo até hoje. Mas, somente há cerca de dois ou três séculos, é que começaram a surgir aqueles que seriam considerados os pais da semiótica. No início do século XX, com os trabalhos de Ferdinand de Saussure e Peirce, a semiótica começou a adquirir status de ciência.

Para Peirce, o homem significa tudo que o cerca numa concepção triádica, e são nestes pontos que toda a sua teoria se baseia. Em 14 de Maio de 1867, Peirce descreveu três categorias universais de toda a experiência e pensamento: Qualidade, Relação e Representação. Hoje conhecemos como Quali-signo, Sin-signo e Legi-signo ou Primeiridade, Secundidade e Terceiridade respectivamente. Trocando em miúdos, o signo é a relação que existe consigo mesmo, no seu modo de ser, no seu aspecto e na maneira como aparece. Explicando cada uma das propriedades, será mais fácil de se entender:


1º - Quali-signo ou Primeiridade: Se algo aparece como pura qualidade, este algo é primeiro. É claro que uma qualidade não pode aparecer e, portanto, não pode funcionar como signo sem estar encarnada em algum objeto. Ela é apenas um sentimento vago, indiscernível, num nível de primeiridade, aberta a interpretação junto com seu suporte. Seu caráter qualitativo - cores, luminosidade, cheiros, gostos, volumes, texturas, formas etc. - enriquece o objeto impregnado.
2º - Sin-signo ou Secundidade: Num segundo nível, o da secundidade, qualquer coisa que se apresente diante de você como existente único, material, aqui e agora, é um sin-signo. Isto porque qualquer existente real e concreto está conectado ao universo do qual ele faz parte, irradiando sentidos em outras direções. É o seu caráter físico-existencial que aponta para as outras coisas. Rastros, pegadas, resíduos, fazem parte de uma existência concreta. Daí, sin-signo.
3º - Legi-signo ou Terceiridade: Ao nível de terceiridade, o caráter do signo aparece quando, em si mesmo, o signo é de lei. Isto porque, ao ser representado, é portador de uma lei que, por convenção ou pacto coletivo, determina que aquele signo represente seu objeto. Note-se que se é por convenção, aquilo que ele representa não é individual, mas geral. Por exemplo, as palavras são caracteres cujos códigos são combinados, mantêm um acordo firmado entre o grupo - uma lei - para que o signo possa significar. Já dizia Peirce: "você pode escrever a palavra "estrela", mas isto não faz de você o criador da palavra - e mesmo que você a apague, ela não foi destruída. As palavras vivem nas mentes daqueles que as usam. Mesmo que estejam todos dormindo, elas vivem nas suas memórias. Elas são coletivas, não individuais".

Para Peirce, existem também três significados para signo: ícone, índice e simbolo. O ícone mantém uma relação de proximidade sensorial ou emotiva com o signo, representando o objeto; O índice quer dizer que através de todo indício tiramos conclusões, exemplo: onde há fumaça, há fogo; e por fim o Símbolo que estabelece uma relação entre o signo e o objeto.

Esta foi uma introdução sobre Semiótica Peirceana, mas existem outras, como: semiótica estruturalista/semiologia que tem como foco os signos verbais que se iniciou com Saussure e Semiótica russa ou semiótica da cultura que tem como foco a linguagem, literatura e outros fenômenos culturais como a comunicação não-verbal e visual, mito e religião.
Recomendo os livros:
A teoria geral dos signos - SANTAELLA, Lúcia
Semiótica aplicada - SANTAELLA, Lúcia

sábado, 10 de janeiro de 2009

DESIGN EMOCIONAL: CONTRIBUINDO PARA UMA NOVA FORMA DE PROJETAR

“Design Emocional” trata-se de uma perspectiva, a partir da qual o Design considera, primordialmente, o usuário e seu modo de se relacionar com os objetos que os cerca. A idéia fundadora desta nova abordagem é muito mais do que desempenhar funções mecânicas; os produtos participam de nossas ações cotidianas, de nossas experiências e desencadeiam reações variadas e emoções fortes, fracas, positivas e negativas. Assim sendo, além de serem eficientes e funcionais, os produtos também devem favorecer as ações do dia a dia de seus usuários, proporcionar experiências agradáveis e sentimentos positivos. Desse modo, entendo que o Design também pode incluir o planejamento e desenvolvimento das experiências intermediadas por seus produtos e sentimentos por eles evocados - o Projeto de Design Dekaninite, serve como exemplo. Este processo pode, ainda, dar existência a ações sociais responsáveis e voltadas para o bem estar da sociedade. A produção teórica e prática no âmbito do Design Emocional vem sendo conduzida a partir de abordagens teóricas e metodológicas variadas. Devemos portanto compreender a definição de Design e Emoção e com isto desenvolver metodologias de projeto voltadas para a promoção de experiências prazerosas, sentimentos positivos e, sobretudo, condutas sintonizadas com o bem coletivo.


O Design Emocional é um campo que abarca diversas abordagens. Estas sub-categorias devem ser aprimoradas e aprofundadas a partir da análise de seus respectivos exemplos, e de um novo levantamento de exemplos. Entendemos que a partir deste refinamento e, sobretudo, da análise dos atributos destes exemplos, poderemos levantar subsídios para o desenvolvimento de metodologias de projeto voltadas para a promoção de experiências prazerosas, sentimentos positivos e condutas sintonizadas com o bem coletivo.

(Fellix Satto)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

DEKANINITE



Dekaninite - 9º Lugar em Milão

PRÊMIO VICO MAGISTRETTI


DE KA NI NI TE

DESIGNER FELLIX SATTO

Histórico dos Elementos
No fim quando tudo o que havia era o vazio, eis que ressurge O 5º Elemento - trazendo consigo uma série de Conceitos No Design

Breve Histórico:

Planeta Térreo – País Brasilis – Estado Erpiroo Sawto – Cidade Victa
Data: 14 de Janeiro de 2106
População Terrena: 145 habitantes (Sobreviventes do Aquecimento Global Terrestre)


Histórico dos Habitantes Existentes

Denise Buzetto (Elemento AR) – Considerada Extinta em 14 de Janeiro de 2102
Monika Serrão (Elemento Terra) – Considerada Extinta em 14 de Janeiro de 2103
nia Iamonde (Elemento Água) – Considerada Extinta em 14 de Janeiro de 2104
Heloísa Terra (Elemento Fogo)– Considerada Extinta em 14 de Janeiro de 2105

O Térreo foi dizimado, apenas quatro seres terrenos havia chances de sobreviver a triste e iminente destruição do Planeta.
Esses seres haviam conquistado durante anos, incríveis taxas imunológicas.
Foram estudados e descobertos por um Anjo Astro (cientista de outra galáxia) que via nesses seres a possibilidade da salvação do Planeta.
Este Anjo Astro seqüestrou essas pessoas levando-as para sua Galáxia chamada “NI”, pois havia descoberto que estes seres possuíam o Poder dos 4 elementos – AR, ÁGUA, TERRA e FOGO.
Em 14 de Janeiro de 2102, Denise Buzetto, foi levada para os laboratórios da Galáxia “NI”, com isto o Ar do Planeta ficou escasso, as pessoas perdiam o fôlego com o mínimo de esforço, um caos. Um ano depois, Monika Serrão foi raptada levando consigo toda a fertilidade do solo, a terra havia se tornada imprópria para o cultivo.
Em 14 de Janeiro de 2104 foi à vez de Sonia Iamonde, os rios petrificaram, não havia nuvens no céu, nenhum indício de chuva, o caos transformou-se em Apocalipse.
O Planeta era só FOGO, o Aquecimento Global ganhara um novo aliado para a destruição definitiva do Planeta, mais o Anjo Astro em 14 de Janeiro de 2105 leva para os laboratórios da Galáxia “NI”, Heloísa Terra dona do elemento Fogo. Seria o Fim?
Neste momento o Planeta Térreo era pura destruição, não existia absolutamente nada.
Os sobreviventes estavam mortos psicologicamente. Não acreditavam no real, pois o real, ali não existia mais.
Os Quatros Elementos eram complementares à sobrevivência da pequena população existente. Um supria o outro.
Foram levados extratégicamente, apenas para a consolidação do Planeta.
Com a retirada destes 4 Elementos, não havia mais o Aquecimento Global, pois não existia mais Ar, rios e mares para se poluir, Florestas para o desmatamento, sem florestas, sem o Ar, não existia mais queimadas, as árvores não nasciam - Sim Era o fim.

O Fim de um Novo Começo

O Anjo Astro concluiu seus estudos científicos, em 11 de Agosto de 2106 – Centenário de seu Seqüestro. Este Anjo Astro, foi seqüestrado em 11 de Agosto de 2006 – deixando no Planeta Muitas Saudades. Considerado morto pelos nativos do Planeta o Anjo Astro foi escolhido entre milhões de habitantes, para ser o 5º elemento, tendo a responsabilidade na salvação do Planeta.
No dia 11 de Agosto de 2106 o 5º Elemento retorna ao Planeta Térreo trazendo consigo os 4 elementos DE-KA-NI-TE, sua NAVE era Surreal, a chegada dos elementos aglomerou a pequena multidão existente.
Um rapaz curioso reconheceu de imediato os 4 Elementos Poderosíssimos, só que um Elemento havia lhe chamado a atenção, o 5º - Era o grande amor que lhe foi retirado há 100 anos. Seus olhos se encheram de lágrimas, seu corpo tremia, o sorriso que lhe foi tirado há tanto tempo retornará a sua face.
O 5º elemento foi em sua direção e com um sorriso lhe disse:
- Aqui estão os Quatro Elementos, cuide deles com carinho.
Sorria, não chores por mim, tudo isso foi preciso.
fim


Origem da DEKANINITE

O 5º elemento havia retornado para a Galáxia “NI”, mais havia deixado no Reestruturado Planeta Térreo uma lembrança para o Grande Amor de sua vida. O símbolo de representação do amor eterno era uma réplica de seu Astro Nave.
Com o Planeta reestruturado, ouve a necessidade de criação de vários mobiliários, um deles se destacaria pela sua Forma e Função Estética. O jovem trabalhando na reconstrução do planeta reproduziu a partir de sua réplica amorosa, um assento de 200 mm de Diâmetro, sendo feito a inclusão de um refletor luminotécncico no diâmetro de 150 mm no eixo do assento, cuja função deste refletor será a de lançar um facho perpendicular para cima, podendo assim ser feito um jogo de espelhos acima e iluminar vários locais ao mesmo tempo, as pessoas ficariam acomodadas no assento de madeira de demolição e couro de peixe recicláveis, admirando obras de artes, conversando, ou mesmo esperando ser atendidas em determinados locais (lojas, shoppings, etc.). Sua base é revestida com fios de Bananeiras e Junco, possui rodízios embutidos para facilitar o uso beneficio.

Locais de Uso:

Museus e Galerias de Grande Porte, Jardins, Shopping’s, Grandes Eventos, Lojas de Grifes com Grande Amplitude Arquitetônica, Salas Residenciais.

*******************************************************************************

O nome refere-se aos 5 Elementos – Representados por Pessoas que conheci na Faculdade de Design de Interiores (FAESA-ES), cujo carinho que possuo é inenarrável. São Elas:

Denise Buzetto – Monika Serrão – Sonia Iamonde – Heloísa Terra

Em especial àquele que esteve ao meu lado dos 3 aos 23 anos.
Meu melhor amigo, meu confidente, meu companheiro.
Agradeço do fundo de minha alma, por ter vivido momentos mágicos ao seu lado.

Ao meu Eterno Amado, Niccos Jann Duarte Rabello de Alencar “in-memória”, que lá do alto cuida de mim.


Fellix Satto